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Hexagrama 26. Ta Ch'u / O Poder de Domar do Grande



Não se deixe abater pelo acúmulo de tensões. Elas vêm e vão, como as ondas.


Ao longo do autodesenvolvimento, aumentamos nosso poder interior e independência. Isso provoca inveja nos outros, principalmente naqueles que ainda não se desenvolveram tanto quanto nós e permanecem presos a seus medos e dúvidas. Esta inveja faz com que eles nos testem o tempo todo. Eles querem checar se podemos perder nosso equilíbrio e serenidade.


A tentativa só terá êxito, no entanto, se essas pessoas conseguirem despertar nossos medos e incitar-nos à raiva. Caso tenham êxito, ficarão muito satisfeitas em perceber que nossas qualidades não são reais e, portanto, elas não precisam mais ter aquele modelo de crescimento a seguir. Se os testes fracassarem, provavelmente, eles continuarão através de uma série de situações difíceis, cujo objetivo é provocar uma tensão que beire o insuportável.


Nesse caso, o hexagrama aconselha a mantermos a calma, a ficarmos quietos, firmes e controlados. Isso significa mantermos os pensamentos serenos e neutros, não buscar uma solução nem acelerar um desfecho. Do mesmo modo, não devemos duvidar de nosso senso interior de verdade nem abandonar o que já foi aprendido. Se duvidarmos do que já sabemos, estaremos assumindo uma posição defensiva. E quanto mais nos esforçamos por nos defender, mais debilitados ficamos. 

Em vez disso, devemos enfrentar a própria ansiedade como quem está em pé na arrebentação, deixando que as grandes ondas simplesmente passem. Elas se dissiparão se mantivermos nossa posição com firmeza. Se conseguirmos fazer isso, nosso poder aumenta porque nos dispusemos a confiar no Poder Superior, no Tao. 

O importante é manter a atitude de perseverança, não reagindo às pressões vindas do mundo externo. Elas só querem nos desestabilizar e provar que o Poder Superior não existe e que seguir o Tao não é possível.

(Texto elaborado por - Wu Fang)

Hexagrama 25. Wu Wang / Inocência (O Inesperado)


   Faça da sua mente uma tela em branco, deixando que as coisas surjam naturalmente.


A inocência está isenta de idéias preconcebidas de preconceitos. Elas são antecipações sobre o que virá adiante. Perdemos a inocência quando olhamos para trás, para frente, para os lados. Quando fazemos isso, estamos tentando nos proteger de possíveis resultados negativos ou, então, queremos nos congratular com o sucesso obtido ou ainda nos compararmos com os outros.

Segundo o I Ching, não devemos adotar essas atitudes porque o mais importante são as necessidades do momento. Se olhamos para o lado, damos margem à inveja, ao ressentimento e até ao ódio. Perceber que nossa estrada é mais difícil do que a dos outros nos causa esses sentimentos. Tal atitude tem a ver com o medo do desconhecido, do futuro, com dúvidas que temos a nosso próprio respeito.

Atuar com inocência é agir com a mente clara, pura e vazia, comprometida apenas com o bem. Quando a dúvida surge, devemos nos retirar para um estado mental "Vazio" e dispersar as energias negativas presentes. Para manter a inocência devemos nos libertar do presente e permitir que as mudanças aconteçam.

Uma vez que não possuímos mais a inocência natural da infância, precisamos nos empenhar em manter uma espécie de inocência consciente. Se conservarmos a mente aberta e livre, como se fosse uma tela em branco, conseguiremos obter uma perspectiva cósmica e compreender a natureza do bem e do mal. Quando todas as estradas parecem bloqueadas, podemos ver uma senda. No auge da tempestade, podemos nos lembrar do arco-íris. Tudo depende de nossa mente aberta, e do pensamento positivo. Se, no entanto, ficarmos presos a idéias preconcebidas, preconceitos e a defesas ultrapassadas, nossas reações criativas e inocentes não surgirão. Ser inocente é ser puro de coração.

É preciso tentar manter essa pureza, evitando empregar métodos errados para alcançar nossos objetivos. Quando trabalhamos para manter a inocência, os benefícios surgem à nossa volta.

Texto elaborado por: Wu Fang.         

               

   

Hexagrama 24. Fu / Retorno (O Ponto de Transição)


Afaste o orgulho do seu horizonte. Ele só nos leva ao desequilíbrio.


Este hexagrama significa que estamos nos afastando do Caminho Superior.

Por causa da dúvida, voltamos a um velho sistema de defesas e estratégias para lidar com os problemas. Estruturas de relacionamento que já haviam sido superadas ressurgem, porque deixamos de lado a autodisciplina ou simplesmente paramos de prestar atenção à nossa atitude interior.

Receber o hexagrama 24. Fu, portanto, é um aviso para que prestemos atenção na questão e voltemos ao Caminho não estruturado, o caminho que independe de defesas e estratégias e se baseia, sim, na humildade e na aceitação. É preciso renunciar à racionalização dos acontecimentos, que sempre nos leva a discutir e apelar para a força (Caminho Inferior).

Temos que dar espaço para a compreensão Cósmica, renunciando ao orgulho, e pedir ajuda ao Criativo. O orgulho provavelmente foi despertado pelas transgressões de outras pessoas, mas também porque nos sentimos abandonados pelo destino ou pelo Poder Superior. Mas se conseguimos ver que o Poder Superior não nos abandonou, poderemos voltar ao Caminho Superior, vencer o orgulho e seguir na perseverança.

Para tanto, é fundamental não deixar que idéias negativas penetrem em nossa mente. Quando elas ameaçam se instalar, devemos imediatamente expulsá-las. Elas nos levam à dúvida e, conseqüentemente, ao antigo esquema das manipulações e mecanismos de defesa. É preciso dar meia volta, fugir de tais idéias antes que elas tenham tempo e força para se estabelecer. Se nos deixarmos levar por elas, perderemos a capacidade de enxergar à nossa volta. Mas, se conseguirmos combatê-las, será possível retornar ao caminho correto, o de humildade e aceitação. Assim, poderemos seguir a trilha do progresso através de passos medidos cautelosamente. 

(Texto elaborado por: Wu Fang)

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