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Instrumento de acesso ao inconsciente humano



Os métodos oraculares do I Ching são instrumentos que permitem entrar em contato com nossos processos inconscientes, ou seja, com o nosso sábio interior, o homem superior e nos aponta os melhores caminhos para as questões.

A consulta pode ser sobre assuntos afetivos, financeiros, questionamentos profissionais, filosóficos, familiares, etc., e tem duração de duas hora, porém algumas pessoas ficam comigo   
por mais tempo quando percebo que é necessário. Vinte minutos de meditação antes da consulta ao sábio I Ching são importantes. Podemos meditar também por trinta minutos quando quem consulta o I Ching tem alguma prática em meditação.

Não é aconselhável fazer consultas que tenham unicamente caráter de previsão. O I Ching é, acima de tudo, uma forma de autoconhecimento e principalmente um método para obter orientações mais sábias para as tomadas de decisão, e não uma mera "adivinhação".

A intenção do I Ching é a de nos orientar para uma vida em harmonia com as exigências do momento, com as pessoas à nossa volta, com os princípios humanos mais elevados e com as leis da Natureza, as leis do Universo.

Namastê!

Carla Cristina Filizzola.

Hexagrama 52. Kên / A Quietude (Montanha)



Os pensamentos negativos devem ser mantidos em silêncio.

Podemos receber este hexagrama quando nossos pensamentos estão ligados às emoções negativas ou, então, quando estamos correndo o risco de nos envolver emocionalmente em algo que tire nosso equilíbrio. Uma vez que haja esse envolvimento, perdemos a clareza mental, precisamos recuperar a quietude e o equilíbrio.

Quietude significa aquietar o "pensamento" do coração. O I Ching diz que o coração pensa quando nossas emoções são espicaçadas. O coração infantil que temos dentro de nós pensa a partir das carências e necessidades e mede a direção dos acontecimentos o tempo todo para verificar se seus objetivos estão sendo alcançados ou não.

A quietude é fundamental para que essa torrente de pensamentos seja controlada, para que a atividade mental diminua. Se nos desligarmos, veremos que tais pensamentos nascem dos medos conscientes ou inconscientes. O I Ching os chama de "Vozes dos inferiores". Enquanto elas estiverem no domínio, não conseguimos ter uma atitude de neutralidade e aceitação.

Existem vários meios para alcançarmos essa quietude aconselhada pelo hexagrama. Uma delas é explicar às tais "Vozes dos inferiores" que elas não devem ficar inseguras, que as mudanças fazem parte do processo natural da vida. Devemos também explicar a elas que é preciso confiar no Tao, porque ele nos mostrará o caminho a seguir.

Para obtermos resultado, devemos nos sentar em estado de quietude e meditação, pois este hexagrama é um convite à meditação ou, pelo menos, a um contato com as preocupações e medos que estão alojados dentro de nós, muitas vezes, sem que tenhamos consciência deles. É preciso acreditar que, confiando no Tao, tudo sairá a contento. Trata-se de um trabalho de espera que pode ser cansativo e duro, mas é imprescindível. Identificar nossos medos e presunções é o primeiro passo para a libertação .

Texto de Wu Fang

Hexagrama 51. Chên / O Incitar (Comoção, Trovão)



Os choques acontecem, mas temos forças para neutralizá-los

Por mais forte e perturbador que seja o choque recebido por nós, devemos manter uma atitude neutra e descompromissada. Pode acontecer um choque em nossas vidas quando perdemos o emprego ou temos um acidente de carro. Perspectivas de mudanças de longa duração, como um divórcio ou a perda de um ente querido, também podem provocar choques intensos. A sensação de sermos abalados pelos eventos, em circunstâncias que não prevíamos, é o que este hexagrama chama de destino, karma ou sina.

A mensagem é "o choque é bom". Quando o recebemos, lembramos que os eventos perturbadores podem trazer o bem se mantivermos a mente aberta. Em vez de reagirmos cegamente, com agressividade ou desespero, devemos cultivar a aceitação. Em todos os casos, somos aconselhados a manter o equilíbrio interior.

Um dos objetivos do choque é nos forçar a reconhecer que há formas novas e mais corretas de lidar com as circunstâncias. Se ignorarmos isso, e continuarmos agindo de acordo com os velhos padrões, estaremos sujeitos a repetidos abalas. 

Outra finalidade do choque é nos fazer duvidar da lógica a partir da qual sempre encaramos a vida e seu fenômenos. O apego a um determinado conjunto de certezas nos faz sentir menos ameaçados, mas, ao mesmo tempo, funciona como uma barreira que nos tapa a visão das coisas sob novos ângulos.

O choque é uma das maneiras mais eficazes de nos fazer questionar os velhos padrões e pontos de vista. Na adversidade, acabamos por reexaminar as idéias, os comportamentos, as certezas, podemos evoluir. Nosso verdadeiro eu aprende que é capaz de seguir em frente, apesar de todos os abalos, confiando no desenrolar dos acontecimentos. Nesse ponto, não precisamos mais das defesas e estratégias do ego (homem inferior). O processo do choque se repetirá até que as idéias ultrapassadas percam a credibilidade. 

Texto elaborado por: Wu Fang


Equilíbrio e Coragem!             

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